O PT é livre para caluniar, difamar e injuriar jornalistas, diz Mario Sabino

Caio Tomahawk


Calúnia e Fake News: Presidente do PT Ataca Jornalista do Estadão


No último domingo, a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, utilizou o ex-Twitter para instigar membros do partido contra a jornalista Andreza Matais, editora do Estadão. Compartilhando informações falsas de um blog petista, Hoffmann atacou Matais e o veículo em que trabalha, acusando-os de produzir notícias duvidosas. O ministro da Justiça, Flávio Dino, e o youtuber Felipe Neto também seguiram o mesmo caminho. O motivo do ataque foi uma reportagem de Matais que expôs secretários do Ministério da Justiça por receberem a esposa de um líder do Comando Vermelho, conhecida como "a dama do tráfico amazonense."


Esse episódio não é isolado. O PT demonstra liberdade para caluniar, difamar e injuriar jornalistas sem enfrentar punições. Associações jornalísticas, muitas vezes lideradas por membros da esquerda, condenam prontamente ataques à imprensa quando vêm da direita, mas ficam em silêncio diante das ações da esquerda. A questão se torna mais complexa quando o PT não se limita a difamações, envolvendo também censura, intimidação judicial e até casos de levar jornalistas para a polícia.


O partido utiliza sicários na imprensa e nas redes sociais para perseguir jornalistas, alimentando blogs com desinformação e contando com uma rede de militantes digitais especializados em difamar a reputação de editores e repórteres com fake news. O termo "gabinete do ódio" foi associado ao PT, evidenciando sua estratégia quando Lula enfrentava o escândalo do mensalão.


Surpreendentemente, o PT defende a liberdade de imprensa apenas quando convém politicamente, como nas eleições presidenciais anteriores, quando Jair Bolsonaro atacava veículos de comunicação. Nesse contexto, o partido e seus líderes se apresentaram como defensores da liberdade de expressão. Contudo, a preferência do PT é por uma imprensa sem vozes críticas, semelhante àquelas da Venezuela, Cuba e Nicarágua, onde a oposição é silenciada e a liberdade de imprensa é limitada.


A ação do PT levanta questões sobre a verdadeira defesa da imprensa livre por parte do partido. A retórica em prol da liberdade de expressão parece ser estratégica e seletiva, visando ganhar votos. Enquanto isso, a imprensa brasileira, em especial os jornalistas críticos ao PT, enfrentam não apenas críticas, mas também censura e perseguição.


Em meio a essas controvérsias, é crucial debater o papel da imprensa na democracia brasileira e como garantir a liberdade de expressão sem permitir abusos por parte de qualquer grupo político. O episódio envolvendo Andreza Matais e o Estadão destaca a importância de manter um ambiente onde jornalistas possam realizar seu trabalho sem temer represálias, independentemente de sua orientação política.

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