“Nunca chupei cana, mas se tiver gosto de álcool… é bom”, diz Lula; VEJA VÍDEO

Na última sexta-feira, dia 24 de maio de 2024, durante a cerimônia de inauguração da planta de produção de etanol de segunda geração da Raízen, na Usina Bonfim, em Guariba (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), surpreendeu ao expressar sua curiosidade em experimentar o bagaço de cana-de-açúcar.


Enquanto visitava as instalações da usina, o presidente Lula comentou sobre o destino do bagaço de cana, que anteriormente era descartado, mas agora está sendo aproveitado de forma mais eficiente. Ele mencionou que uma pequena parte desse bagaço era misturada na ração animal, porém, nunca havia provado.


"Estou aqui para visitar uma quantidade de bagaço [de cana-de-açúcar] que antes era descartado. Uma pequena parte desse bagaço era misturada na ração animal. Não sei se a vaca gostava, mas sei que era misturado. Não experimentei, então não sei se é bom. Mas se tiver um sabor de álcool, pode ser bom", declarou o presidente.


Essas palavras inesperadas de Lula levantaram questionamentos e geraram debates sobre a possibilidade e a viabilidade de utilizar o bagaço de cana-de-açúcar de forma mais ampla na alimentação animal, bem como sobre suas potenciais aplicações na indústria alimentícia humana.


A declaração do presidente também destaca a importância econômica e ambiental da indústria sucroenergética no Brasil, que desempenha um papel crucial na produção de etanol, uma alternativa mais sustentável aos combustíveis fósseis. O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e, consequentemente, de etanol, posicionando-se como um líder global na produção de energia limpa e renovável.


A cachaça, uma bebida alcoólica típica do Brasil, também foi mencionada durante o discurso de Lula. Produzida a partir da fermentação e destilação do melaço de cana-de-açúcar, a cachaça tem uma longa história no país e é apreciada por muitos brasileiros. A menção do presidente sobre a possível semelhança de sabor entre o bagaço de cana e a cachaça gerou interesse e especulações entre os presentes.


Embora a ideia de utilizar o bagaço de cana-de-açúcar na alimentação humana ainda seja um assunto controverso e que requer estudos adicionais sobre segurança alimentar e nutricional, a declaração de Lula ressalta a importância de explorar novas possibilidades e aproveitar ao máximo os recursos disponíveis de forma sustentável.


Além disso, a inauguração da planta de produção de etanol de segunda geração da Raízen representa um avanço significativo na indústria sucroenergética brasileira. O etanol de segunda geração, também conhecido como etanol celulósico, é produzido a partir de materiais lignocelulósicos, como o bagaço de cana-de-açúcar e a palha de milho, tornando-o uma opção ainda mais sustentável e eficiente em termos de uso de recursos.


Durante o evento, o presidente Lula enfatizou a importância do investimento em tecnologias limpas e renováveis para enfrentar os desafios ambientais globais, como as mudanças climáticas e a transição para uma economia de baixo carbono. Ele ressaltou o compromisso do governo em promover políticas que incentivem o desenvolvimento sustentável e a geração de empregos verdes.


A cerimônia de inauguração contou com a presença de autoridades governamentais, líderes empresariais, representantes da comunidade local e membros da imprensa, que acompanharam de perto os discursos e as demonstrações técnicas realizadas nas instalações da usina.


Após as declarações do presidente Lula, surgiram diversas reações nas redes sociais e na mídia em geral, com muitos internautas compartilhando memes e comentários humorísticos sobre a possibilidade de o presidente experimentar o bagaço de cana-de-açúcar. No entanto, também houve quem destacasse a importância de debater seriamente questões relacionadas à segurança alimentar e ao aproveitamento sustentável dos recursos naturais.


Em meio aos debates e especulações, uma coisa é certa: a declaração do presidente Lula durante a inauguração da usina de etanol de segunda geração da Raízen colocou em destaque a importância da indústria sucroenergética para o desenvolvimento econômico e sustentável do Brasil, além de estimular reflexões sobre o aproveitamento criativo e responsável dos recursos naturais disponíveis no país.

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