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Moro tenta se descolar do MBL, mas Zambelli relembra fato desmoralizante

 


O episódio envolvendo o deputado Arthur do Val foi devastador e teve um efeito dominó.


Atingiu de maneira certeira o próprio Movimento Brasil Livre (MBL) e o ex-juiz Sérgio Moro, que vinha travando um intrigante ‘namoro’ com a molecada.

Vale lembrar que, recentemente, quando o nome de Arthur não constou numa pesquisa para governador de São Paulo, Moro protestou publicamente:


“A XP/Ipespe deveria repetir a pesquisa para o governo de São Paulo já que omitiu na consulta o nome de Arthur do Val para governador, justamente o nosso candidato. A pesquisa perde relevância sem o nome de um forte concorrente ao Palácio dos Bandeirantes”.

Entretanto, após o episódio envolvendo Arthur do Val, quando um áudio do parlamentar vazou, contendo afirmações sexistas sobre mulheres do Leste Europeu, o ex-juiz tratou de rapidamente anunciar o rompimento do apoio com relação à candidatura de Arthur ao governo de São Paulo, tentando posar como um autêntico defensor das mulheres.


Eis a eloquente manifestação do presidenciável:


“Lamento profundamente e repudio veementemente as graves declarações do deputado Arthur do Val divulgadas pela imprensa. O tratamento dispensado às mulheres ucranianas refugiadas e às policiais do país é inaceitável em qualquer contexto.

As declarações são incompatíveis com qualquer homem público. Tenho uma vida pautada pela correção e pelo respeito a todos --tanto no campo público quanto na vida privada.

Portanto, jamais comungarei com visões preconceituosas, que podem inclusive ser configuradas como crime. Meu respeito incondicional às mulheres em geral e às ucranianas, em especial, porque além de todos os problemas diários enfrentados, precisam conviver com os horrores da guerra.

Jamais dividirei meu palanque e apoiarei pessoas que têm esse tipo de opinião e comportamento.”

A deputada Carla Zambelli, sempre antenada, resolveu refrescar a memória de Moro:


“Quem aqui se lembra das mulheres presas por vender picolé, ou se sentar sozinha em uma praça e ele, como Ministro da Justiça, disse que o correto era prender quem desobedecesse o lockdown (realizado por governadores e prefeitos)?

Pois bem... Pessoas não mudam ou tem respeito seletivo por mulheres. Simples assim.”