Hipocrisia na lacração! Funcionários poupados pelo "facão" da Globo, debocham dos degolados...


A virtual 'falência' da Rede Globo vira piada entre funcionários da empresa...

Com a onda de cortes de custos e demissões foram muitas as despedidas no jornalismo da TV Globo nos últimos meses. Os medalhões da emissora, além de não saírem como demitidos, e sim como “desligados em comum acordo”, recebem e-mails assinados pelo diretor de jornalismo, Ali Kamel.

Porém, essas cartas têm virado assunto nos corredores e até se tornado motivo de piada entre funcionários.

É que, com a grande 'degola' feita pela Globo, esses e-mails fúnebres tem se popularizado entre o staff da empresa – foram demissões de medalhões como Carlos Tramontina, Chico Pinheiro, Fernando Rêgo Barros, Vico Iasi, Renato Machado, Francisco José, José Hamilton Ribeiro, Ari Peixoto e Eduardo Faustini, entre outros – claro que as despedidas não são de fato escritas pelo chefão do jornalismo, e sim por sua secretária, numa espécie de “copia e cola”.

“Quando fulano veio me procurar, há XX anos” é uma frase bastante adotada e entrega o tom repetido nas despedidas. A riqueza de detalhes, dias e horários passa algo íntimo, mas não convence mais. Há até brincadeiras para apostar quem está escrevendo as despedidas e, mais, quem será o próximo a ganhar o “presente”.

A Globo criou, há alguns anos, um departamento que pesquisa, grava e escreve a história de funcionários que marcaram a emissora, pelo talento ou tempo de casa, o 'Memória Globo'.

Basta dar uma olhada nesse arquivo para saber que toda a trajetória dos jornalistas demitidos está exposta lá, e não é segredo.

Os primeiros e-mails, no início da leva de demissões, tinham adaptação mais pessoal desse material. Porém, com a alta demanda, nem todos ganham tom de intimidade e parecem apenas uma espécie de Wikipédia do novo demitido.

Por estes motivos, conforme este colunista apurou, as despedidas são recebidas nos corredores com sorrisinho no rosto e leve deboche. Além disso, comenta-se que “são e-mails gigantes e que, no fim, todos sabem que ninguém lê com detalhes”.

A verdade é que o discurso doutrinário da Globo, dos seus redatores e roteiristas não convence mais ninguém; na verdade irrita a audiência, que se afasta cada vez mais rápido.

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