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"O Procusto Tupiniquim": Professor dá aula de “Lógica Aristotélica” a Moraes


“O que se exige do homem é que seja útil ao maior número de semelhantes, se possível. Caso não consiga, sirva a poucos, ou aos mais próximos, ou a sí mesmo”. (Sêneca - Da vida retirada, pág. 22).

A mais indecente declaração dada por uma autoridade brasileira contra o próprio povo foi proferida por Alexandre de Moraes, Ministro do Supremo, na noite de sexta-feira (13), em participação no XXIV Congresso Brasileiro de Magistrados, em Salvador-BA. Frente a uma grande plateia de togados, o imortal bradou:

"A internet deu voz aos imbecis. Hoje, todo mundo é especialista. A pessoa coloca terno, gravata, um painel falso de livros atrás e começa a falar, desde guerra na Ucrânia até (sobre) gasolina, passando pelo Judiciário, e acaba sempre atacando o Supremo. Coloca uma legenda de 'professor' e se vende como especialista".

Os ministros-progressistas-supremos acreditam que são deuses. Acreditam que podem falar infantilidades e isso soar como palavras divinas e acreditam que desceram à terra para guiar a nação brasileira, o que é uma piada de tremendo mau gosto.

Um desses falsos deuses, sem cabelo no coco, é o nosso “Procusto tupiniquim”.

Na mitologia grega, “Procusto” era o cruel dono de uma pequena propriedade em Corídalo, na Ática, a meio caminho entre Atenas e Eléusis ou Eleusina, onde eram realizados os misteriosos rituais de adoração aos deuses. Ele tinha um senso de hospitalidade típico: sequestrava os viajantes que por ali passavam, oferecia-lhes um generoso jantar e depois os convidava a passar a noite em uma cama bastante especial. “Procusto” queria que o viajante se encaixasse perfeitamente na cama.

Em outras versões da história mitológica, “Procusto” aparece como um homem de estatura e força extraordinárias que vivia nas colinas da Ática, onde oferecia sua pousada a viajantes solitários. Quando o viajante dormia, era amordaçado e amarrado na cama.

Em outra versão, “Procusto” surge como um bandido que vivia na serra de Elêusis. Em sua casa, ele tinha uma cama de ferro, de tamanho ideal imaginado por ele, para a qual convidava todos os viajantes a se deitarem.