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PT diz que está "alinhado" com Lira para aprovar PEC, mas deputado rebate: "Não tem projeto, texto e assinaturas"

 
Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT), cujo maior expoente há décadas é o ex-presidiário Lula, estiveram reunidos com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Na pauta, o desejo da esquerda de governar sem um limite para o teto de gastos da União, uma espécie de cheque em branco assinado pelo Congresso para que os petistas gastem no que bem entender. E o pior: sem prazo de validade.

A tal PEC da Transição vai causar um rombo de R$ 200 bilhões nos cofres públicos. R$ 100 bi a mais do que o presidente Jair Bolsonaro (PL) planejava gastar em 2023, se tivesse sido reeleito. E olha que ele manteria o Auxílio Brasil em R$ 600, benefício que o PT cogita baixar para R$ 405.

Zé Guimarães (PT-CE), parlamentar que ficou famoso quando um assessor seu foi preso no Aeroporto de Congonhas, em 2012, ao ser flagrado com US$ 100 mil na cueca, é um dos líderes do PT à frente dessa aprovação. O parlamentar disse que a proposta "está arrumada" na Câmara e que a articulação com Lira estaria bem costurada.

- Nós estamos bem articulados com o presidente Arthur Lira para votar o texto, mas depende do Senado - adiantou.

- A coisa está arrumada aqui na Câmara, mas cabe aos nossos senadores se organizarem. O que fizerem no Senado, nós vamos bancar na Câmara - acrescentou.

Lira, que esteve em evento da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abrad), desmentiu Guimarães e disse que a PEC ainda está em fase inicial, sendo apenas um anteprojeto.

- A PEC está posta num anteprojeto. Deverá começar a tramitar pelo Senado, não tem ainda o projeto, não tem ainda o texto, não tem ainda as assinaturas. O que nós temos é um tempo exíguo de praticamente 17 ou 20 dias úteis para discutir um texto desse - criticou.