STM punirá militares envolvidos em atos, diz futuro presidente


O  ministro Francisco Joseli Parente Camelo, futuro presidente do Superior Tribunal Militar (STM), afirmou que a Corte julgará “com toda a Justiça” eventuais processos envolvendo militares que tenham participado ou se omitido nos atos do dia 8 de janeiro em Brasília. Em entrevista ao portal UOL, Camelo disse que, caso crimes sejam provados, os militares envolvidos serão punidos.

– Nós julgaremos com toda a Justiça, com todo o pleno direito à defesa e ao contraditório, e se tiver realmente cometido crimes, se chegar a nós, será punido – declarou.

Camelo, que assumirá o cargo de presidente do STM em março, esteve na última quarta-feira (8) no Supremo Tribunal Federal (STF) para uma reunião com a presidente da Corte, a ministra Rosa Weber. O STF ainda discute se eventuais ações contra militares que estejam envolvidos nos atos serão direcionadas ao STM ou se continuarão nas mãos do ministro Alexandre de Moraes.

Até a publicação desta reportagem, ainda não havia denúncias prestadas contra militares em tramitação no STM, mas o Ministério Público Militar abriu oito apurações preliminares, as chamadas notícias de fato, desde os atos. Além das apurações, há ainda dois inquéritos policiais militares na primeira instância da Justiça Militar, na auditoria militar de Brasília.

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