“Pior presidente que o Brasil teve”, diz João Doria sobre Jair Bolsonaro


De acordo com o Política Online Brasil, o ex-governador de São Paulo, João Doria, causou alvoroço ao afirmar em entrevista à GloboNews na última sexta-feira que se arrepende de ter apoiado o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018. Doria declarou que Bolsonaro foi o “pior presidente” que o país já teve e que, assim como “milhões de brasileiros”, foi enganado pelo ex-presidente naquela época.

Doria explicou que, na ocasião, era difícil para ele apoiar o Partido dos Trabalhadores (PT), já que em 2016 ele havia vencido a disputa pela Prefeitura de São Paulo contra Fernando Haddad, que tentava a reeleição. Apesar disso, Doria afirmou que Haddad foi um bom prefeito e é uma boa pessoa.

Um dos motivos que levaram Doria a apoiar Bolsonaro foi a aproximação do ex-presidente com Paulo Guedes, ex-ministro da Economia e amigo próximo de Doria, com Sergio Moro, ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, e outras figuras “liberais, que ele respeitava”.

Doria admitiu que caiu “no conto do Bolsonaro” e que a escolha dos ministros para o governo foi um dos critérios que o enganou. Na época, Bolsonaro ressaltava que todos os seus ministros do primeiro escalão seriam escolhidos a partir de “critérios técnicos”.

O ex-governador mencionou ainda que, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu as eleições, ele torcia pelo petista e afirmou que ele trazia expectativas para um novo cenário. O ex-tucano chegou a cogitar candidatar-se à Presidência da República, mas devido a questões internas do PSDB, desistiu da candidatura.

A declaração de Doria causou reações nas redes sociais, com muitos apoiadores do atual presidente Bolsonaro o criticando e outros o elogiando pela sinceridade em admitir o erro de ter apoiado Bolsonaro em 2018.

É importante ressaltar que Doria não é o único político que mudou de posição em relação a Bolsonaro. O presidente já teve vários apoiadores que, ao longo do tempo, mudaram de ideia e passaram a criticá-lo, como é o caso do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

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