Em quatro anos, Bolsonaro gastou R$ 35 mil em enxoval

Caio Tomahawk


Bolsonaro Gasta R$ 35 Mil em Enxoval: Michelle Explica Destinação para Funcionários Oficiais


Em meio a uma série de notícias envolvendo o presidente Jair Bolsonaro, surge um novo dado: em quatro anos de mandato, Bolsonaro utilizou R$ 35 mil na aquisição de 700 itens para o enxoval das residências oficiais da Presidência da República. Essa informação veio à tona após críticas, especialmente do campo político opositor, que considerou o valor "exorbitante".


Os registros no Portal da Transparência indicam que, em 2020, foram gastos R$ 35.224,66 para renovar os itens que estavam desgastados. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, esclareceu que essa compra foi destinada aos funcionários que residem no Palácio da Alvorada e na Granja do Torto. Os gastos, realizados em julho daquele ano, incluíram toalhas de banho, travesseiros e roupas de cama, totalizando R$ 14.578,06. A segunda compra, no valor de R$ 20.646,60, compreendeu itens semelhantes.


Michelle detalhou que os itens foram adquiridos para o "staff", englobando guarda verde, seguranças, bombeiro hidráulico, telefonistas e equipe da cozinha. Ela enfatizou que esses funcionários, que pernoitam no Alvorada, estavam sem toalhas e lençóis adequados.


A ex-primeira-dama também revelou que durante os quatro anos que morou no Alvorada, ela optou por utilizar seu próprio enxoval. Em abril deste ano, por meio de seu Instagram, Michelle compartilhou que, mesmo com a administração fazendo uma licitação em 2020 para repor o enxoval, ela escolheu usar seus próprios lençóis. A peculiaridade foi evidenciada pela utilização de itens coloridos, contrastando com o padrão branco estabelecido pela Presidência.


No entanto, a polêmica em torno dos gastos com o enxoval ganhou destaque esta semana, com a abertura de uma licitação pelo governo Lula para a compra de enxoval destinado à Presidência da República, no valor de R$ 89 mil. Esse montante é mais que o dobro do gasto por seu antecessor, Jair Bolsonaro. A nova aquisição prevê a obtenção de 168 itens de alto padrão, incluindo peças em 100% algodão egípcio.


Essa comparação entre os gastos dos dois presidentes acende debates sobre a gestão de recursos públicos e a necessidade de tais despesas em meio a um cenário econômico desafiador. Enquanto alguns defendem a adequação dos ambientes oficiais, outros questionam a prioridade desses investimentos em um momento de discussões cruciais sobre orçamento e políticas públicas. O tema promete permanecer em foco, provocando análises e opiniões divergentes sobre o uso dos recursos governamentais.

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