A jornalista Daniela Lima, atualmente no UOL, voltou ao centro de uma forte polêmica ao expor, mais uma vez, sua postura militante ao comentar um episódio delicado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante uma transmissão ao vivo exibida na madrugada desta terça-feira (6), a comentarista debochou do acidente sofrido por Bolsonaro dentro da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, atitude que repercutiu negativamente nas redes sociais e provocou uma reação imediata da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O episódio em questão ocorreu quando Daniela Lima analisava as notícias do dia ao lado da também jornalista Carla Araújo. Em tom claramente irônico, Daniela lançou a pergunta: “Quem caiu da cama?”. A colega, sem entender inicialmente a referência, pediu esclarecimentos. Foi então que Daniela completou, com sarcasmo: “Quem caiu da cama e teve um traumatismo craniano leve?”, deixando evidente que se referia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A fala foi interpretada por milhares de internautas como desrespeitosa, desumana e incompatível com a postura esperada de uma jornalista que atua em um grande veículo de comunicação. O fato de se tratar de um acidente envolvendo um ex-chefe de Estado, independentemente de posicionamentos políticos, agravou ainda mais a repercussão negativa.
O vídeo do momento rapidamente se espalhou pelas redes sociais, gerando indignação entre apoiadores de Jair Bolsonaro e também entre pessoas que, mesmo não sendo simpatizantes do ex-presidente, consideraram a abordagem inadequada e antiética. Para muitos, a fala de Daniela Lima ultrapassou os limites da crítica política e adentrou o terreno do escárnio pessoal, algo que não condiz com o exercício responsável do jornalismo.
Diante da repercussão, Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais para se manifestar. Ao compartilhar o trecho do programa, a ex-primeira-dama optou por uma reação direta e objetiva. Em apenas uma palavra, resumiu seu sentimento diante da postura da jornalista: “Asqueroso”.
A palavra, forte e carregada de significado, foi suficiente para incendiar ainda mais o debate. Para apoiadores de Michelle, a reação foi precisa, justa e proporcional à gravidade do comentário feito por Daniela Lima. Para eles, a ex-primeira-dama deu voz ao sentimento de revolta de milhares de brasileiros que se cansaram de ver profissionais da imprensa utilizarem sua posição para atacar adversários políticos de forma pessoal e desrespeitosa.
O episódio reacendeu discussões antigas sobre a imparcialidade da imprensa brasileira e o papel de jornalistas que, segundo críticos, abandonaram a neutralidade para assumir abertamente posições ideológicas. Daniela Lima, em especial, já foi alvo de questionamentos semelhantes em outras ocasiões, sempre acusada de confundir análise política com militância.
Especialistas em comunicação e ética jornalística destacam que o jornalismo crítico é essencial em uma democracia, mas alertam que há uma linha clara entre questionar fatos e debochar de situações que envolvem a integridade física de qualquer pessoa. Quando essa linha é ultrapassada, dizem, o jornalismo perde credibilidade e se transforma em ativismo disfarçado de informação.
A reação de Michelle Bolsonaro também foi vista por muitos como uma “lição” simbólica. Sem recorrer a longos discursos ou ataques pessoais, ela respondeu com uma única palavra, deixando claro seu repúdio à forma como o episódio foi tratado. Para seus apoiadores, foi uma demonstração de firmeza, elegância e indignação legítima.
Até o momento, o UOL não se pronunciou oficialmente sobre o episódio, tampouco houve retratação pública por parte de Daniela Lima. O silêncio do veículo e da jornalista apenas alimentou ainda mais as críticas e reforçou, para muitos, a percepção de que parte da grande imprensa se sente acima de qualquer cobrança.
O caso serve como mais um capítulo na crescente tensão entre figuras públicas conservadoras e setores da mídia tradicional. Mais do que isso, escancara o desgaste da credibilidade jornalística quando opiniões pessoais se sobrepõem ao compromisso com o respeito, a ética e a informação responsável.
Para muitos brasileiros, a palavra escolhida por Michelle Bolsonaro não foi exagero. Foi, na visão deles, a definição exata de um comportamento que não deveria encontrar espaço em um jornalismo que se diz profissional.
