Advogado de presos pelo 8 de janeiro toma coragem e de maneira desmoralizante diz que Moraes mentiu (veja o vídeo)

Caio Tomahawk


Advogado dos Presos do 8 de Janeiro Acusa Ministro Moraes de Mentir em Corajoso Desabafo


No mais recente capítulo da controvérsia envolvendo os presos do 8 de janeiro, o advogado Ezequiel Silveira não hesitou em tomar a frente e responder às declarações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma entrevista recente.


Em um ato que muitos consideram corajoso, Silveira expôs o que ele considera ser um viés político e uma intenção desumanizadora por parte do ministro, apontando para a maneira como a entrevista foi conduzida e as declarações proferidas. Ele destacou especificamente uma frase na manchete da entrevista, na qual Moraes atribui opiniões políticas a toda uma coletividade, sem ter ouvido essas pessoas.


"Ele já inicia aí com um bordão falando de fascismo e tal, que é a estratégia que essas pessoas, a extrema esquerda, utiliza para desumanizar qualquer pessoa que pense diferente delas", afirmou Silveira, destacando a estratégia de desumanização adotada pelo ministro.


Comparando as declarações de Moraes com exemplos históricos em que atrocidades foram cometidas com a justificativa de desumanização do "outro", o advogado reforçou sua crítica à abordagem do ministro. Ele leu trechos da entrevista nos quais Moraes descreve as pessoas presas antes do 8 de janeiro como utilizando bordões fascistas.


Silveira não poupou críticas à alegação do ministro de que suas decisões são constitucionais devido ao respaldo de seus colegas no Supremo. "Errado o ministro Moraes; essa é outra premissa falsa. Não é porque os demais ministros estão corroborando com a sua conduta que ela passa a ser constitucional. Quem diz o que é constitucional é a Constituição Federal", enfatizou o advogado.


O advogado rebateu diversas outras declarações de Moraes sobre como ele imagina os presos políticos e seus defensores, destacando a falta de representatividade das pessoas presas como um grupo homogêneo que defendia "bordões fascistas". Ele questionou a afirmação do ministro de que os presos do 8 de janeiro estariam tendo acesso ao devido processo legal, classificando-a como uma piada.


Silveira ressaltou que o ministro tenta retratar uma minoria de pessoas, principalmente advogados, como se não defendessem a democracia e os seus clientes. Ele desafiou qualquer jurista sério a justificar os pontos debatidos e questionou a competência do STF, a suspeição de Moraes e os alegados excessos cometidos pela corte.


"Eu queria que os ministros do Supremo Tribunal Federal se defendessem dessas acusações que nós fazemos em relação a eles, ao abuso que têm praticado", declarou Silveira, destacando a falta de resposta direta por parte dos ministros.


O desabafo do advogado reflete a tensão persistente em torno dos acontecimentos do 8 de janeiro e as diferentes perspectivas sobre as ações do STF e o tratamento dado aos presos políticos. A controvérsia, longe de se dissipar, continua a alimentar debates intensos sobre direitos, justiça e alegações de abuso de poder.

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