Malafaia diz que Moraes é “réu confesso” e que “não tem moral”

Caio Tomahawk


Pastor Silas Malafaia Critica Ministro do STF e Questiona Improbidade Legal


Nesta sexta-feira (5), o renomado pastor Silas Malafaia utilizou suas redes sociais para lançar críticas contundentes ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma série de mensagens, Malafaia classificou Moraes como um "réu confesso" pelas revelações feitas em uma entrevista ao jornal O Globo, na qual o ministro alegou ter descoberto três planos que atentariam contra sua vida, após os eventos de 8 de janeiro.


Sem apresentar provas, o pastor destacou a falta de fundamentação das acusações feitas por Moraes e questionou a ausência de evidências para embasar tais alegações graves.


"Primeiro lugar: a quem acusa, o ônus da prova. Cadê as provas, Alexandre de Moraes, dessas acusações graves?" - indagou o presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.


A crítica de Malafaia não se limitou à ausência de evidências. Ele argumentou que, como suposta vítima, Moraes não possuiria a imparcialidade necessária para julgar os processos relacionados aos eventos de 8 de janeiro. O pastor enfatizou a falta de condições legais e jurídicas do ministro para conduzir tais julgamentos, considerando sua participação como parte integrante do processo.


"Senhor Alexandre de Moraes, o senhor não tem moral, não tem condições legais, jurídicas, pra fazer o que o senhor fez, condenar essas pessoas. Sabe por quê? (...) O senhor faz parte do processo, declaração sua. Como é que o senhor julgou essas pessoas, e ainda mais sem o devido processo legal, e no Supremo Tribunal Federal, se o senhor faz parte?" - declarou Malafaia.


Para o líder religioso, a declaração prévia de Moraes sobre a existência de planos para tentar matá-lo compromete toda a imparcialidade do julgamento, tornando-o nulo. Malafaia não poupou críticas à atuação do ministro, enfatizando que a falta de um devido processo legal desafia os princípios fundamentais do sistema judiciário.


Comprometido em abordar mais detalhes sobre o que chamou de "pseudogolpe" e "narrativa bandida", Malafaia anunciou que fará novas declarações na próxima segunda-feira (8), quando se completa um ano dos referidos eventos radicais no Distrito Federal. As críticas do pastor ampliam o cenário de tensão política no Brasil, acrescentando mais um capítulo à complexa relação entre atores religiosos e autoridades judiciais.

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