Moraes, Gilmar e governadores teriam sido espionados pela Abin


Operação Vigilância Aproximada Revela Possível Espionagem a Autoridades de Alto Escalão

Brasília, 25 de janeiro de 2024 - Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e governadores foram identificados na lista de possíveis alvos de espionagem pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), conforme revelado pelas investigações da Polícia Federal (PF) na Operação Vigilância Aproximada, deflagrada hoje.

A lista de personalidades monitoradas ilegalmente inclui figuras proeminentes como o decano do STF, Gilmar Mendes, o ministro da Corte Alexandre de Moraes, o ex-governador do Ceará e atual ministro da Educação, Camilo Santana, e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de acordo com a coluna Na Mira, do portal Metrópoles.

A suposta espionagem teria ocorrido entre julho de 2019 e março de 2022, período em que o atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) liderava a Agência de Inteligência. Ramagem foi alvo de busca e apreensão em seu gabinete e apartamento funcional da Câmara nesta quinta-feira, como parte dos 21 mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF em diferentes localidades.

A ação, denominada Vigilância Aproximada, é um desdobramento da Operação Última Milha, que investigou o suposto uso criminoso da ferramenta FirstMile em outubro de 2023. Segundo a PF, além das buscas, medidas alternativas à prisão estão sendo aplicadas, incluindo a suspensão imediata de sete policiais federais supostamente envolvidos no monitoramento ilegal.

Em nota, a PF afirmou que os suspeitos teriam estabelecido "uma estrutura paralela na Abin," utilizando ferramentas da agência para ações ilícitas. A corporação alega que as informações eram produzidas visando benefícios políticos e midiáticos, assim como para interferir em investigações da Polícia Federal.

"[O grupo investigado] utilizou ferramentas e serviços daquela agência de inteligência do Estado para ações ilícitas, produzindo informações para uso político e midiático, para a obtenção de proveitos pessoais e até mesmo para interferir em investigações da Polícia Federal," declarou a PF.

Os crimes pelos quais os investigados podem responder, na medida de suas responsabilidades, incluem invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas,

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