Mourão responde porquê não está no RS salvando pessoas: “desvio de função”; VEJA VÍDEO

Na sexta-feira passada, dia 24, o senador e ex-vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), explicou o motivo de sua ausência no Rio Grande do Sul em meio às devastadoras enchentes que assolam o estado. Em declarações ao programa Zero Hora, Mourão argumentou que se deslocar fisicamente para ajudar as vítimas seria um "desvio de função", enfatizando que sua principal contribuição é encaminhar recursos.


"O que um senador da república pode fazer? Encaminhar recursos, que é o que estou fazendo", afirmou Mourão durante a entrevista.


O senador, que também é general da reserva do Exército, destacou que, aos 70 anos de idade, sua participação direta na tragédia é limitada devido à sua idade avançada. Ele questionou a eficácia de pessoas de sua faixa etária estarem na linha de frente do socorro às vítimas e reiterou que não vê isso como sua função.


"Vamos lembrar sempre que eu sou um homem de 70 anos de idade. Quantos homens de 70 anos de idade estão no meio da água? Tem alguém da minha idade salvando gente? Mas eu não vejo isso como minha função. Eu vejo isso como um desvio de função", enfatizou.


Mourão também enfatizou que a responsabilidade inicial de atuação cabe aos vereadores e criticou a exploração política da tragédia. Ele destacou que o contato direto com a comunidade é dever dos vereadores, seguido pelos deputados estaduais, deputados federais e senadores.


"O contato direto com a comunidade é do vereador, ele que é o homem da comunidade. Logo depois, tem o deputado estadual, deputado federal e o senador. Eu tenho uma responsabilidade perante o estado como um todo, e não apenas com a comunidade. Eu não gosto de fazer exploração política, de carregar um saco de doação, por exemplo. Isso acaba virando uma visão de exploração política da tragédia das pessoas", ressaltou o senador.


Enquanto Mourão justifica sua ausência física no Rio Grande do Sul, a situação nas áreas afetadas pelas enchentes continua crítica. Milhares de pessoas estão desabrigadas e desalojadas, necessitando urgentemente de assistência humanitária. Enquanto isso, autoridades locais e voluntários trabalham incansavelmente para prestar socorro e apoio às vítimas.


A posição de Mourão levanta debates sobre o papel dos políticos em situações de crise e emergência. Enquanto alguns argumentam que a presença física dos líderes é crucial para transmitir apoio e solidariedade às comunidades afetadas, outros defendem que o direcionamento eficiente de recursos e coordenação de esforços são igualmente importantes.


Enquanto isso, a população do Rio Grande do Sul aguarda ansiosamente por medidas concretas que possam aliviar o sofrimento causado pelas enchentes, independente da forma como são realizadas.
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