Delegado que mudou a conclusão do caso do aeroporto de Roma é “promovido”, diz jornalista

 Em um desdobramento surpreendente, a Polícia Federal (PF) anunciou o indiciamento do empresário Roberto Mantovani Filho e seus familiares nesta segunda-feira (3). As acusações incluem calúnia e injúria, relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e às eleições de 2022.


O caso teve início com uma confusão envolvendo o ministro em Roma, e desde então, as investigações têm revelado detalhes intrigantes. Mantovani, que reside no interior de São Paulo, foi indiciado também por crime de injúria com violência, após ter agredido o filho do ministro com um tapa no rosto.


O novo delegado responsável pelo caso, Thiago Severo de Rezende, adotou uma abordagem diferente daquela apresentada no relatório de fevereiro, elaborado pelo delegado Hiroshi Sakaki. No documento anterior, a PF havia concluído que houve "crime de injúria real", mas não indiciou Mantovani Filho.


A defesa do empresário reagiu com perplexidade à decisão da PF:


"Causa perplexidade e enorme surpresa a nova manifestação da Polícia Federal, agora pelo indiciamento dos investigados", afirmou o advogado Ralph Tórtima.


Ele prosseguiu:


"Recorde-se que ela nasce da mesma Polícia Federal que, não faz muito, opinou expressamente pelo arquivamento das investigações! Destaque-se: essa drástica mudança acontece sem que nada de novo, nenhuma outra prova, tenha sido juntada aos autos."


O inquérito, que já havia sido relatado anteriormente, continua a surpreender e levanta questionamentos sobre os desdobramentos futuros. A PF não divulgou mais detalhes sobre as evidências que levaram ao indiciamento, mas o caso permanece sob os holofotes da opinião pública e do sistema judiciário brasileiro.