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STJ ordena soltura de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, morto por espancamento


O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, atendeu a um pedido da defesa de Monique Medeiros, e revogou a prisão preventiva da professora.

- A defesa informa que sempre confiou no Poder Judiciário brasileiro. Esta decisão é um exemplo do seu comprometimento com a Constituição Federal. O trabalho técnico/teórico e respeitoso é a base estrutural de toda atuação defensiva dos advogados de Monique Medeiros. O processo seguirá seu trâmite normal - disseram, em nota, os advogados de Monique.

Monique e o ex-vereador do Rio de Janeiro, Jairo Souza Santos Júnior, são acusados pelo Ministério Público de homicídio, tortura e coação.

Henry Borel tinha apenas 4 anos e estava aos cuidados da mãe e do padrasto quando deu entrada em um hospital do Rio com vários hematomas. Jairo, que é médico mas nunca atuou na área, chegou a pedir à direção do hospital que fizesse laudo de morte da criança por outros motivos mas o corpo médico se recusou.

Ele continua preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste da cidade.

O casal alega que o menino morreu em virtude de uma queda, mas a criança chegou com hemorragia na cavidade abdominal, na cabeça, na região parietal e occipital e um edema no cérebro causado por pancada na cabeça. Ou seja: Henry foi espancado violentamente.

O MP quer que os dois sejam levados a júri popular.