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Armas podem ter que ser devolvidas com ‘revogaço’ de Lula, diz Flávio Dino


As declarações de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a favor do desarmamento serão convertidas em medidas do futuro governo contra o direito de defesa. Nesta quinta-feira (17), o senador eleito Flávio Dino (PSB-MA), um dos responsáveis pelas áreas de Justiça e Segurança Pública, declarou que a gestão do PT poderá fazer um “revogaço” em decretos de Jair Bolsonaro (PL) sobre armas.

Ainda de acordo com o ex-governador do Maranhão, é possível que quem tenha comprado armamento de grosso calibre tenha que devolver seus aparatos.

“Daqui para frente o conceito fundamental é estatuto do desarmamento. E o que está em circulação, provavelmente, haverá uma modulação, no sentido de que aquilo que for de grosso calibre por exemplo deve ser devolvido, algum tipo de recadastramento”, declarou.

O congressista eleito também disse que a equipe do petista não pretende fazer um fechamento generalizado dos clubes de tiro, mas advertiu que haverá uma maior regulamentação desses ambientes.

“Vai haver fechamento generalizado de clubes de tiro? Não. Seguramente, não. Mas não pode ser algo descontrolado, não pode ser liberou geral, porque todos os dias os senhores noticiam tiros em lares, em vizinhança, em bares e restaurantes de pessoas e cuja observação estão lá nas matérias dos senhores, possuía registro de CAC. Então mostra que esse conceito realmente fracassou e aquilo que fracassou deve ser revisto”, completou.

De acordo com Dino, a revisão das medidas que ampliaram a posse e o porte de arma é um dos principais pontos de foco do grupo formado por Lula. Neste sentido, o ex-deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), que também integra a transição, defendeu um “revogaço” em uma conversa com repórteres.