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General do Exército escolhido por Lula ignora ameaças e impede acesso a documentos de Pazuello


Exército do Brasil ignorou as ameaças do ex-presidiário Lula (PT) e atual presidente do país, quando ainda em campanha eleitoral, e manteve o sigilo de documentos do ex-general Eduardo Pazuello, Ministro da Saúde de Jair Bolsonaro, entre maio de 2020 e março de 2021.

Pazuello sofreu forte pressão da oposição para que respondesse por supostos crimes envolvendo a participação em um ato político, em maio de 2021, sem autorização do comando.

Políticos de esquerda e a própria imprensa pressionaram o Exército por uma punição ao general.

Defendido por Bolsonaro, entretanto, Pazzuello não foi punido e o documento da decisão recebeu o sigilo de 100 anos.

Na época, o jornal Estadão, por exemplo, chegou a pedir acesso à decisão, baseado na Lei de Acesso à Informação (LAI), em dezembro de 2022, o que foi negado.

Da mesma forma, o General Júlio César de Arruda, escolhido por Lula para o comando da corporação e que já assumiu o cargo, manteve assegurado os 100 anos de sigilo.