Torres, Doria e Randolfe foram espionados pela Abin, aponta emissora de TV

Caio Tomahawk


Escândalo de Espionagem: Figuras Políticas de Destaque, Incluindo Anderson Torres, João Doria e Randolfe Rodrigues, Monitoradas pela Abin Durante Governo Bolsonaro


No mais recente capítulo de uma crescente controvérsia, deputados, senadores e até mesmo ex-ministros do governo Jair Bolsonaro foram alegadamente espionados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão do ex-presidente. A lista de autoridades alvo do monitoramento, revelada pelo Jornal da Band, inclui figuras proeminentes como Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, o general Santos Cruz, João Doria, Randolfe Rodrigues e Abraham Weintraub.


Os detalhes chocantes desse suposto esquema de espionagem vêm à tona, destacando que, além dos políticos mencionados, a cúpula da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid também foi alvo, incluindo o presidente do colegiado, Omar Aziz, e o relator, Randolfe Rodrigues. Outros nomes notáveis que figuram na lista são os deputados Kim Kataguiri e Humberto Costa.


O escopo da espionagem, de acordo com fontes da Polícia Federal, abrangeu autoridades como Humberto Costa, Santos Cruz e João Doria, conforme revelado pelas investigações até o momento. A notícia lança luz sobre a magnitude do monitoramento, sugerindo que 1,8 mil pessoas, entre deputados, jornalistas, advogados e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foram alvos de coleta ilegal de informações.


Na semana passada, Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin, teve sua residência alvo de mandados de busca e apreensão em decorrência deste escândalo de espionagem. O modus operandi do grupo supostamente envolvido nesse monitoramento ilegal incluía o uso do software First Mile, que interceptava o sinal de celular dos alvos por meio de pulsos enviados para torres de telefonia. Os registros indicam 66 mil logs, evidenciando acessos indevidos. Além deste programa, outras ferramentas eram utilizadas para obter informações mais aprofundadas, como mensagens de texto e conteúdo das redes sociais dos monitorados.


A revelação desse escândalo levanta questões significativas sobre a legalidade e a ética das práticas de espionagem, especialmente quando envolvem figuras políticas de destaque. As implicações políticas e jurídicas desse episódio podem ser vastas, uma vez que lança uma sombra sobre o respeito à privacidade e a integridade das instituições governamentais.


Ainda é incerto como esse escândalo impactará o cenário político brasileiro, mas o fato de autoridades de diferentes esferas terem sido supostamente vigiadas levanta preocupações sobre possíveis abusos de poder e a necessidade de uma investigação aprofundada e transparente. Esse desdobramento intensifica o já acirrado ambiente político, acrescentando uma nova camada de complexidade às dinâmicas em jogo.

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