Silveira parte pra cima da presidente da Petrobrás: "É o líder quem decide"


 A nomeação de Magda Chambriard como a próxima presidente da Petrobras trouxe consigo uma série de expectativas e especulações sobre os desafios que ela enfrentará e as diretrizes que seguirá. Essa nomeação ocorre em meio a um contexto de mudança na liderança da estatal, com a queda de Jean Paul Prates sendo atribuída a vários motivos, incluindo questões de gestão e alinhamento político.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, fez declarações que ecoaram em todo o cenário político e empresarial, afirmando que a próxima líder da Petrobras precisa compreender que quem manda é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Silveira destacou a importância de Chambriard ter coragem para assumir o cargo e tomar decisões alinhadas com a liderança política do país.

Em uma entrevista ao jornal O Globo, Silveira ressaltou a importância de focar na gestão da empresa e manter uma boa relação com o acionista controlador, em vez de se preocupar em falar para fora. Ele enfatizou que Chambriard precisa entender que o líder é quem decide, e que é essencial ter humildade para aceitar o convite alinhada com as diretrizes estabelecidas.

Quando questionado sobre os conselhos dados a Chambriard, Silveira afirmou que não era necessário, pois ela já está ciente das expectativas e desafios do cargo, observando que ela acompanha as notícias. Ele também comentou que havia compartilhado essas ideias com Prates antes de sua queda, enfatizando a importância do alinhamento com a liderança política.

Silveira também abordou as pautas prioritárias da Petrobras, destacando a continuidade da ampliação em gás, fertilizantes e refinarias. Ele reconheceu que a queda de Prates não foi causada por um único motivo, mas sim por um conjunto de questões, e enfatizou que a transição de liderança não deve causar solavancos na empresa.

O ministro fez uma observação sutil sobre a necessidade de Chambriard tomar decisões diferentes de Prates, sugerindo que as mulheres, ao assumirem cargos de liderança, combinam zelo e autoridade. Ele elogiou a disposição, sensibilidade e autoridade percebidas na nova presidente da Petrobras, e ressaltou a importância da humildade para ouvir e dialogar com todos os envolvidos na empresa.

A nomeação de Chambriard como a primeira mulher a comandar a Petrobras vem em um momento de expectativa e desafios para a estatal, que enfrenta não apenas questões operacionais, mas também pressões políticas e econômicas. Sua gestão será acompanhada de perto não só pelos investidores e pela comunidade empresarial, mas também pela população em geral, que espera uma Petrobras eficiente e transparente.