Malafaia desconfia de traição de Tarcísio com Bolsonaro; entenda


O pastor Silas Malafaia, figura próxima ao presidente Jair Bolsonaro, colocou em cheque a lealdade do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em relação ao chefe do Executivo. Em uma entrevista concedida ao colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles, nesta terça-feira (4), Malafaia expressou suas preocupações sobre a possível atuação de Tarcísio nos bastidores visando manter a inelegibilidade de Bolsonaro e, assim, abrir caminho para sua própria candidatura à Presidência em 2026.


O líder religioso, conhecido por sua franqueza, relacionou episódios em que Tarcísio se distanciou de Bolsonaro por conveniência política, levantando dúvidas sobre sua verdadeira lealdade. Malafaia expressou sua insatisfação com a proximidade de Tarcísio com personalidades que são vistas como inimigas do ex-presidente, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o apresentador Luciano Huck.


De acordo com Malafaia, a aproximação de Tarcísio com figuras consideradas adversárias de Bolsonaro é motivo de preocupação. Ele destacou que, para ele, "quem é amigo do meu inimigo, meu amigo não é", evidenciando sua desconfiança em relação ao governador paulista.


O pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec) mencionou os elogios feitos por Tarcísio ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pupilo do presidente Lula (PT), e criticou a participação do governador em eventos como jantares na casa de adversários políticos, como Luciano Huck.


Malafaia considera inadmissível a abertura de Tarcísio para com Alexandre de Moraes, especialmente considerando a tensa relação entre o ministro e Bolsonaro. Ele expressou preocupação com a possibilidade de Tarcísio estar se posicionando como um candidato alinhado aos interesses do STF, em detrimento do ex-presidente.


As declarações de Silas Malafaia evidenciam a divisão e as tensões políticas dentro do campo conservador brasileiro, ressaltando a importância das alianças políticas e das lealdades no cenário político nacional. A postura crítica do pastor em relação a Tarcísio de Freitas reflete a complexidade das relações entre líderes políticos e religiosos no Brasil contemporâneo.
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