Uma nova e explosiva informação que circula nos bastidores de Brasília aumentou ainda mais a temperatura política e jurídica em torno do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. De acordo com revelações divulgadas pelo portal Brasil 247, o magistrado estaria profundamente irritado com as recentes reportagens que expuseram detalhes de sua suposta relação com o Banco Master e, principalmente, com o Banco Central. Segundo essas informações, Moraes estaria tomado por uma verdadeira “sede de vingança” e já prepararia uma resposta dura contra aquele que considera a principal “fonte” dos vazamentos.
As denúncias ganharam repercussão nacional após reportagens publicadas por O Globo e repercutidas por outros grandes veículos, como o Estadão. Os textos apontaram supostos contatos entre Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além de levantarem questionamentos sobre um contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia ligado à família do ministro.
Fontes próximas ao gabinete de Moraes, ouvidas pelo Brasil 247, afirmam que o ministro reagiu com extrema indignação ao teor das matérias. Embora ele negue qualquer tipo de pressão indevida sobre o Banco Central, interlocutores dizem que o ponto mais sensível não teria sido exatamente a acusação institucional, mas o envolvimento direto de sua esposa, Viviane Barci, e de seus três filhos, todos sócios do escritório de advocacia contratado pelo Banco Master.
De acordo com as informações que vieram a público, o contrato teria valor mensal de aproximadamente R$ 3,6 milhões, com duração prevista de três anos. Caso confirmados os números, o montante total poderia chegar a cerca de R$ 129 milhões. Esses valores e a estrutura do acordo passaram a ser detalhados por diferentes veículos de imprensa nas últimas semanas, alimentando suspeitas de possível conflito de interesses e levantando questionamentos sobre a conduta do ministro.
Ainda segundo os relatos, Moraes estaria convencido de que um banqueiro seria o responsável direto por fornecer informações à imprensa, dando origem às denúncias. Esse sentimento teria despertado no ministro o desejo de reagir de forma rápida e contundente, em uma tentativa de estancar o avanço das reportagens e, ao mesmo tempo, punir exemplarmente quem ele acredita estar por trás da exposição pública.
O clima nos bastidores do Supremo e do meio político é descrito como extremamente tenso. Parlamentares de oposição já passaram a falar abertamente em investigações mais profundas, enquanto setores da imprensa discutem, inclusive, a possibilidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou até mesmo pedidos de impeachment, caso novos elementos venham à tona e as suspeitas se agravem.
O episódio também reacendeu um debate antigo no Brasil: os limites da atuação de ministros do STF e a necessidade de maior transparência em suas relações pessoais, familiares e profissionais. Críticos argumentam que, mesmo que não haja ilegalidade comprovada, a simples aparência de conflito de interesses já seria suficiente para abalar a credibilidade da Corte. Aliados do ministro, por outro lado, defendem que Moraes é alvo de uma campanha coordenada para desgastá-lo politicamente, justamente por sua atuação firme em casos sensíveis envolvendo poderosos grupos econômicos e políticos.
Enquanto isso, o próprio Alexandre de Moraes já se manifestou em notas públicas recentes, negando irregularidades e afirmando que todas as suas ações sempre obedeceram aos limites da lei. Em uma dessas manifestações, ele chegou a citar nominalmente sua esposa, numa tentativa de afastar suspeitas sobre o trabalho do escritório da família. Ainda assim, a divulgação de novas informações e o vazamento de bastidores indicam que o caso está longe de chegar ao fim.
Nos corredores do Congresso Nacional, senadores e deputados avaliam medidas para aprofundar a apuração do caso Banco Master, inclusive com propostas para suspender o recesso parlamentar e acelerar investigações. Paralelamente, setores da sociedade civil e analistas jurídicos alertam para o risco de uma escalada institucional, caso o embate entre imprensa, Judiciário e agentes econômicos se intensifique.
O fato é que, em meio às festas de fim de ano, o Brasil assiste a mais um capítulo de um dos episódios mais delicados envolvendo um ministro do Supremo nos últimos anos. A suposta “sede de vingança” atribuída a Alexandre de Moraes, caso se confirme, pode representar não apenas uma reação pessoal, mas também um divisor de águas no já conturbado relacionamento entre o STF, a imprensa e a opinião pública. O desfecho dessa crise promete marcar profundamente o cenário político e jurídico de 2026.
