Informações que surgiram nas últimas horas indicam que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), detida na Itália, comunicou oficialmente a renúncia ao seu mandato na Câmara dos Deputados. A decisão foi informada à Mesa Diretora e desencadeou uma série de providências regimentais, culminando na convocação do suplente Adilson Barroso (PL-SP) para assumir a cadeira deixada pela parlamentar paulista.
A medida foi determinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), que acionou os trâmites previstos no Regimento Interno da Casa para garantir a continuidade da representação do estado de São Paulo. Com a renúncia formalizada, a vacância do cargo se torna imediata, dispensando votação em plenário e abrindo espaço para a posse do primeiro suplente da legenda nas eleições de 2022.
Segundo relatos, a comunicação da renúncia ocorreu por meio de documento encaminhado à Presidência da Câmara, no qual Zambelli manifesta a decisão de abrir mão do mandato. O teor do comunicado não entrou em detalhes sobre as motivações, limitando-se a informar a renúncia “em caráter irrevogável”, conforme prática comum nesses casos. A Mesa Diretora confirmou o recebimento e deu andamento aos procedimentos administrativos.
A detenção da deputada na Itália acrescentou um componente internacional ao episódio, ampliando a repercussão política do caso. Embora autoridades brasileiras ainda acompanhem a situação no exterior, a renúncia altera substancialmente o cenário político interno, ao encerrar o vínculo parlamentar de Zambelli e transferir a representação para o suplente. Integrantes do PL afirmam, nos bastidores, que a decisão busca preservar o partido e reduzir o impacto institucional do caso.
Com a convocação determinada, Adilson Barroso deverá apresentar a documentação necessária para a posse, incluindo diploma eleitoral, declaração de bens e compromisso regimental. A expectativa é de que o novo deputado seja empossado nos próximos dias, passando a integrar oficialmente a bancada do PL na Câmara. Barroso, que já atuou em cargos partidários e mantém alinhamento com a direção da sigla, tende a assumir com discurso de continuidade do programa político pelo qual foi eleito.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, ressaltou que a Casa seguirá estritamente o que prevê o Regimento Interno. Em nota, a Presidência informou que “recebida a comunicação de renúncia, compete à Mesa declarar a vacância e convocar o respectivo suplente, assegurando a plena representação popular”. A condução do processo, segundo aliados de Motta, busca evitar contestações jurídicas e garantir segurança institucional.
A renúncia de um parlamentar é um ato unilateral e independe de aprovação do plenário, desde que observadas as formalidades legais. Uma vez formalizada, não há possibilidade de retratação, o que encerra definitivamente o mandato. Especialistas em direito constitucional destacam que o procedimento adotado pela Câmara segue precedentes e está em conformidade com a Constituição Federal.
No ambiente político, a saída de Zambelli provoca reacomodações. Aliados lamentaram a perda do mandato e destacaram a atuação combativa da deputada ao longo dos últimos anos. Oposição e críticos, por sua vez, afirmam que a renúncia representa um desfecho esperado diante da gravidade dos acontecimentos recentes. O tema dominou debates nas redes sociais e nos corredores do Congresso, com avaliações divergentes sobre os impactos para o cenário eleitoral e partidário.
Enquanto isso, a bancada paulista mantém atenção redobrada à transição. A posse do suplente assegura que São Paulo não fique sem representação e preserva a proporcionalidade partidária definida nas urnas. A expectativa é de que Adilson Barroso passe a participar imediatamente das comissões às quais a vaga estiver vinculada, além de integrar votações em plenário.
Com a renúncia comunicada e a convocação oficializada, o episódio entra agora em uma nova fase, marcada pela substituição formal no Parlamento e pelo acompanhamento dos desdobramentos do caso no exterior. A Câmara dos Deputados, ao menos do ponto de vista institucional, busca encerrar rapidamente o capítulo e seguir com sua agenda legislativa.
