URGENTE: Na "mira" de Trump, Petro se desespera e convoca reação popular na Colômbia

 

A Colômbia vive um dos momentos mais tensos de sua história recente após declarações explosivas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocarem o governo de Gustavo Petro no centro de uma crise diplomática de grandes proporções. Em meio à escalada verbal e ao temor de medidas mais duras por parte de Washington, o presidente colombiano fez um apelo direto e inédito à população, pedindo mobilização popular para defendê-lo diante do que classificou como possíveis atos de violência ilegítima.


A manifestação de Petro ocorreu durante a madrugada desta segunda-feira, 5 de janeiro, por meio de uma publicação na rede social X (antigo Twitter). No texto, o chefe do Executivo colombiano afirmou confiar plenamente no povo e sugeriu que a proteção de seu governo dependeria da ação direta da população em nível local, caso a soberania nacional fosse ameaçada.


“Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, escreveu Petro, em uma mensagem que rapidamente repercutiu dentro e fora da Colômbia.


As declarações surgem um dia após Trump sugerir publicamente a possibilidade de uma ação militar contra a Colômbia. A fala do presidente americano ocorreu na esteira da recente operação conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, sob acusações relacionadas ao narcotráfico internacional. O episódio elevou a tensão em toda a região e acendeu alertas em governos alinhados ideologicamente ao regime venezuelano.


No domingo, 4 de janeiro, Trump foi ainda mais incisivo ao atacar diretamente o presidente colombiano. Em tom agressivo, afirmou que “a Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos”. A declaração foi interpretada por analistas como uma ameaça velada e um sinal de que Bogotá poderia se tornar o próximo alvo da política externa mais dura adotada por Trump em seu novo mandato.


Diante desse cenário, Gustavo Petro reagiu de forma contundente e demonstrou claro desespero com a possibilidade de interferência externa. Em outra publicação, o presidente colombiano fez um alerta direto às Forças Armadas do país, deixando explícito que qualquer sinal de alinhamento com interesses estrangeiros não seria tolerado.


“Qualquer comandante das Forças Armadas que preferir a bandeira dos EUA à bandeira colombiana será imediatamente destituído da instituição por ordem de todos os soldados e por minha própria ordem”, declarou Petro, reforçando um discurso de soberania nacional e tentando garantir a lealdade dos militares em um momento crítico.


Em tom ainda mais dramático, o presidente foi além e insinuou que uma eventual prisão sua poderia desencadear uma reação popular sem precedentes. “E se prenderem o presidente, a quem grande parte do meu povo ama e respeita, libertarão a onça-pintada do povo”, escreveu, utilizando uma metáfora que muitos interpretaram como um chamado à revolta social.


Petro também aproveitou a ocasião para rebater as acusações feitas por Trump, negando qualquer ligação com o narcotráfico ou enriquecimento ilícito. Segundo ele, sua vida financeira é transparente e incompatível com as acusações lançadas pelo presidente americano.


“Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas. Meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários são públicos. Ninguém conseguiu provar que gastei mais do que ganho. Não sou ganancioso”, afirmou.


As declarações dividiram opiniões na Colômbia. Aliados de Petro veem o discurso como uma defesa firme da soberania nacional diante de ameaças externas, enquanto críticos acusam o presidente de inflamar a população, tensionar as instituições e flertar com um discurso perigoso que pode levar ao caos social.


No cenário internacional, a postura de Petro é observada com preocupação. Especialistas alertam que um confronto direto com os Estados Unidos pode trazer consequências econômicas, diplomáticas e até militares severas para a Colômbia. Ainda assim, o presidente colombiano parece disposto a apostar em uma estratégia de mobilização popular como forma de resistência.


Com a região ainda em choque após a queda de Maduro e a postura cada vez mais agressiva de Trump, a pergunta que fica é até onde essa escalada irá. O que já está claro é que a Colômbia entrou definitivamente no radar de Washington, e Gustavo Petro escolheu enfrentar essa ameaça apelando diretamente ao povo — uma decisão que pode redefinir o futuro político do país.

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