Após atacar militares, Lula tenta reaproximação, mas é orientado a falar com Ministério da Defesa


O ex-presidente e ex-presidiário, Luis Inácio Lula da Silva (PT), tentou uma reaproximação com comandos estratégicos das Forças Armadas e foi orientado a conversar primeiramente com o Ministério da Defesa, sob direção do general do Exército Paulo Sérgio Nogueira.

A cúpula do Partido dos Trabalhadores recebeu a informação, mas não retornou o contato.

O aceno de Lula para os militares - a poucos dias das eleições - é bem diferente do posicionamento dele na entrevista coletiva concedida, em agosto de 2021, quando o petista afirmou que só conversaria com as Forças Armadas depois de eleito.

O que nós vamos fazer com as Forças Armadas é ela cumprir o seu papel constitucional. As Forças Armadas existem para garantir a soberania nacional contra possíveis inimigos internos. Ela tem que tomar conta das nossas fronteiras, das nossas fronteiras terrestres, das nossas fronteiras marítimas. Ela tem que tomar conta do nosso espaço aéreo e ela precisa proteger o povo brasileiro. É isso que ela tem que fazer. E não se meter em política. Se quiser se meter em política, tira a farda, vai virar um cidadão comum e pode ser candidato a qualquer coisa, nós já tivemos - avisou.

- Eu ouvi dizer o Pazuello, quando ele foi na CPI, disseram uma futrica, não sei se é verdade, porque nem tudo que sai na imprensa é verdade também, dizendo que o Pazuello ameaçou ir de farda pra amedrontar os senadores.

 É assim que eles pensam, eles botaram na cabeça que eles são superiores, eles botaram na cabeça que eles são mais honestos e a CPI tá mostrando o que aconteceu com a quantidade de coronéis que, em nome de institutos, de ONGs, estavam montando uma verdadeira quadrilha de comprar vacina. 

Eu não tenho conversa com os militares. Não há por que conversar com o Ministério Público, não há por que conversar com a Polícia Federal, eles são instituições do estado, eles têm funções a cumprir e têm que respeitar o regulamento e a constituição. É isso - acrescentou.

- Quando eu ganhar, eu vou conversar porque, aí, eu vou ser chefe deles e vou dizer o que eu penso e qual é o papel deles - ameaçou.

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