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Ator Pedro Paulo Rangel morre, aos 74 anos, no Rio de Janeiro


O ator Pedro Paulo Rangel morreu, no fim da madrugada desta quarta-feira (21), aos 74 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Casa de Saúde São José, desde o dia 30 de novembro, para tratar uma descompensação do quadro de enfisema pulmonar.

Entre os trabalhos mais marcantes de Pedro Paulo, estão as novelas “Gabriela” (1975), “Saramandaia” (1976), “Vale Tudo” (1988) e “Pedra Sobre Pedra” (1992), além do programa humorístico “TV Pirata” (1988).

Nascido na capital fluminense em 29 de junho de 1948, ele era morador do Rio Cumprido, na Zona Norte da cidade, quando teve o primeiro contato com o teatro, aos 11 anos. Fascinado com a descoberta, decidiu ser ator. Foi nessa época que escreveu uma peça para que pudesse atuar: “Quando os Pais Entram de Férias”.

Mais tarde, no grupo de teatro da Igreja de Santa Terezinha, conheceu o ator Marco Nanini, com quem estudaria no Conservatório Nacional de Teatro, atual Escola de Teatro da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

O primeiro contato de Pedro Paulo com o teatro profissional foi em 1968, na peça “Roda Viva”, de Chico Buarque, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa.

Depois de passar pela TV Tupi de São Paulo, o ator estreou na TV Globo em 1972, na novela “Bicho do Mato”. Seu primeiro personagem de sucesso foi Juca Viana, em “Gabriela”. Na novela, Pedro Paulo protagonizou o primeiro nu masculino da televisão, em uma cena que mostrava o casal Juca e Chiquinha (Cidinha Millan) sendo atirado na rua, depois de ter sido flagrado na cama.

Convidado por Jô Soares, o ator participou de esquetes no programa humorístico “Viva o Gordo” (1982). O resultado agradou e ele foi convidado para integrar o elenco da segunda temporada de “TV Pirata” (1988).

Em 1992, um novo papel marcou a carreira de Pedro Paulo Rangel, o homossexual Adamastor, na novela “Pedra Sobre Pedra”. Em seguida, ele fez as novelas “O Mapa da Mina” (1993) e “A Indomada” (1997), além da minissérie “Engraçadinha” (1995).