Parece inacreditável, mas no atual governo o Exército Brasileiro negociou com traficantes a devolução de armas

Caio Tomahawk


Exército Brasileiro Envolvido em Polêmica: Negociação com Traficantes para Recuperação de Armas Roubadas Revelada


Em uma reviravolta chocante, o Exército Brasileiro se vê no centro de um escândalo, com revelações surpreendentes sobre a negociação para a devolução de armas roubadas. A informação, divulgada pelo jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, expõe uma série de eventos comprometedores.


De acordo com o depoimento do inspetor Christiano Gaspar Fernandes, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, as negociações ocorreram com um integrante do Comando Vermelho, grupo criminoso notório. A devolução de 21 armas roubadas da base do Exército em Barueri (SP) em setembro deste ano foi supostamente negociada em um cenário que levanta sérias preocupações sobre a segurança nacional.


O inspetor detalhou que, alinhado com o Exército, utilizou uma tática de contra informação, fornecendo informações falsas ao colaborador do Comando Vermelho sobre uma operação na Cidade de Deus, favela na zona oeste do Rio, onde as armas estavam supostamente localizadas. Em troca dessas informações, as metralhadoras seriam devolvidas.


Surpreendentemente, em outubro, a Polícia Civil anunciou ter "encontrado" oito das 21 armas roubadas, sem efetuar prisões. O inspetor Fernandes prossegue em seu depoimento, detalhando o envolvimento do Exército e da Polícia Civil na negociação com um traficante de armas conhecido como "Jesser" ou "Capixaba".


O inspetor relata que, em tratativas com militares e agentes, Jesser colaborou com a devolução das armas. No total, 19 armas foram recuperadas, sendo oito pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e nove pela Polícia Civil de São Paulo. Destaca-se que, em ambas as ocasiões, nenhum criminoso foi preso, levantando questões sobre a eficácia das operações.


Diante das revelações, a Polícia Civil do Rio de Janeiro se manteve em silêncio, recusando-se a comentar sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestações e esclarecimentos por parte das autoridades. Por sua vez, o Exército negou veementemente qualquer participação nas tratativas, alegando que suas ações são sempre pautadas pelo princípio da legalidade.


Essa polêmica reacende debates sobre a transparência e a integridade das instituições de segurança do país. O impacto político dessa revelação pode ser significativo, colocando em xeque a confiança da população nas forças armadas e nas forças policiais. Resta aguardar as próximas desenvolturas desse escândalo que, sem dúvida, terá repercussões de grande magnitude no cenário nacional.

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