Militantes da extrema esquerda invadem Assembleia Legislativa, mas certamente ninguém será preso, nem condenado (veja o vídeo)


 Na tarde desta segunda-feira (3), a tranquilidade da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) foi interrompida por um grupo de manifestantes que invadiu suas dependências. A ação tumultuosa ocorreu em meio a um protesto contra o controverso projeto de lei que pretende permitir parcerias entre empresas privadas e a administração das escolas públicas estaduais.


O ato iniciou-se de forma pacífica, porém, rapidamente escalou para uma situação de conflito quando os manifestantes, em um gesto de descontentamento, quebraram uma porta de vidro e adentraram a sede da Alep. O objetivo do grupo era expressar sua oposição ao projeto de terceirização da gestão escolar, considerado por muitos como prejudicial aos interesses da educação pública.


A intervenção da Polícia Militar foi necessária para conter a invasão, resultando no uso de bombas de efeito moral e gás de pimenta, conforme relatos da assessoria de comunicação da Assembleia. A medida, embora tenha buscado restabelecer a ordem, também gerou momentos de tensão e desespero entre os presentes.


Infelizmente, a ação tumultuada não transcorreu sem consequências. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, três pessoas ficaram feridas durante o tumulto. Entre as vítimas estão duas mulheres, de 23 e 51 anos, e um homem de 24 anos, cujas condições de saúde ainda não foram divulgadas.


O momento de caos na Alep coincidiu com um desfecho legislativo importante: a aprovação, pela Comissão de Educação, do projeto de lei alvo do protesto. A decisão, tomada antes da invasão dos manifestantes, gerou ainda mais indignação por parte dos opositores da proposta.


Dos sete parlamentares que compõem a comissão, apenas o deputado Professor Lemos (PT) posicionou-se contrariamente ao projeto, demonstrando preocupações com seus possíveis impactos na qualidade da educação pública. Por outro lado, os demais membros, incluindo Hussein Bakri (PSD), líder do governo no Legislativo, e outros representantes como Do Carmo (União Brasil), Denian Couto (Podemos), Gilson de Souza (PL), Luiz Claudio Romanelli (PSD) e Márcio Pacheco (PP), votaram favoravelmente à proposta.


A votação da Comissão de Educação, entretanto, não encerrou o debate em torno do projeto. Estão programadas duas sessões plenárias para esta segunda-feira: uma ordinária e outra extraordinária. A expectativa é de que o projeto, se aprovado em primeiro turno, seja submetido à análise na sessão extraordinária, onde poderá receber emendas e ajustes.


Em meio a esse cenário de tensão e debates acalorados, a sociedade paranaense aguarda com ansiedade os desdobramentos desse importante tema, cujas consequências podem repercutir profundamente no sistema educacional do estado. Afinal, a gestão da educação pública é uma responsabilidade que afeta não apenas o presente, mas também o futuro de milhares de estudantes e cidadãos paranaenses.
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