Trump diz que EUA realizará ataques terrestres contra cartéis no México


WASHINGTON – Em um movimento que aprofunda a doutrina de intervenção militar direta na América Latina, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país iniciará operações terrestres contra os cartéis de drogas em território mexicano. A declaração, feita na noite de quinta-feira (8/1) em entrevista à Fox News, ocorre apenas cinco dias após as forças especiais norte-americanas capturarem Nicolás Maduro em Caracas, sinalizando uma mudança radical na política externa de Washington para o hemisfério ocidental.

A Mudança de Estratégia: Do Mar para a Terra

Durante a entrevista, Trump justificou a necessidade de incursões por solo alegando que as operações navais, intensificadas desde setembro de 2025, já atingiram seu limite de eficácia. Segundo o mandatário, o governo dos EUA conseguiu eliminar 97% do fluxo de entorpecentes que entrava no país por via marítima.

“Agora vamos começar a atacar por terra em relação aos cartéis. Os cartéis estão comandando o México. É muito, muito triste assistir e ver o que aconteceu com aquele país”, afirmou Trump. O presidente utilizou dados alarmantes para sustentar a ofensiva, citando que o tráfico é responsável pela morte de 250 mil a 300 mil americanos anualmente. “As drogas devastaram famílias. Você perde um filho ou um pai. Quero dizer, pais também estão morrendo por causa das drogas”, completou.

O "Efeito Venezuela" e a Captura de Maduro

O anúncio contra o México não ocorre no vácuo. No dia 3 de janeiro de 2026, o mundo foi surpreendido por uma operação militar de larga escala em território venezuelano. A ação, que incluiu bombardeios estratégicos em Caracas, resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos encontram-se detidos em solo americano, onde aguardam julgamento por acusações de narcotráfico.

O custo humano da intervenção na Venezuela ainda está sendo contabilizado. Relatórios oficiais de Caracas indicam que cerca de 100 pessoas morreram na operação, incluindo civis, militares venezuelanos e conselheiros de segurança cubanos. Trump reiterou que, durante o período de transição, os Estados Unidos administrarão a Venezuela e assumirão o controle direto das vastas reservas de petróleo do país sul-americano.

México Reage: Entre a Cooperação e a Soberania

A reação na Cidade do México foi de cautela misturada com firmeza. Horas antes da fala de Trump, a presidente Claudia Sheinbaum manifestou-se sobre a presença militar americana na região. Embora tenha reconhecido a existência de parcerias contínuas com o Comando Norte e agências de inteligência dos EUA, Sheinbaum foi enfática ao rejeitar qualquer violação da soberania nacional.

“Não queremos lutar com os Estados Unidos”, declarou a presidente mexicana. No entanto, o governo Sheinbaum ainda não emitiu um comunicado oficial em resposta direta à ameaça de ataques terrestres feita na Fox News. O clima de tensão é agravado por incidentes recentes, como o sequestro e morte do presidente do Grupo Corona e interrupções em discursos oficiais devido a tremores de terra e instabilidades políticas.

A "Guerra Contra o Narcoterrorismo"

Desde outubro de 2025, os Estados Unidos declararam oficialmente guerra contra os cartéis, classificando-os como grupos "narcoterroristas". Esta nova classificação jurídica permite ao Executivo americano utilizar poder de fogo militar que antes era restrito a grupos como a Al-Qaeda ou o Estado Islâmico.

  •   Operações no Mar: Entre setembro e dezembro de 2025, foram registrados pelo menos 26 ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico.
  •   Baixas: Estima-se que entre 75 e 95 pessoas tenham morrido nessas operações navais, executadas predominantemente por drones e mísseis lançados de bases navais.
  •   Foco na Colômbia: Trump também direcionou ataques verbais ao presidente colombiano Gustavo Petro, chamando-o de “homem doente” e sugerindo que a Colômbia poderia ser o próximo alvo de uma operação militar.

Tensões Diplomáticas com a Colômbia

Apesar da retórica agressiva, houve um breve aceno diplomático na última quarta-feira (7/1), quando Petro e Trump conversaram por telefone durante uma hora. O líder colombiano, visivelmente apreensivo, solicitou o restabelecimento de canais diretos entre as chancelarias para evitar um conflito armado. “Se não houver diálogo, há guerra”, alertou Petro em discurso em Bogotá.

O secretário de Estado, Marco Rubio, está atualmente trabalhando para organizar uma reunião entre os líderes na Casa Branca, embora os termos dessa cooperação permaneçam incertos diante da insistência de Trump em soluções militares para o problema do narcotráfico.

Com a iminência de ataques terrestres no México, a América Latina entra em um período de incerteza sem precedentes, onde as fronteiras entre o combate ao crime e a intervenção militar externa tornam-se cada vez mais tênues.

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