URGENTE: Surge nova informação envolvendo irmãos e primo de Toffoli e o caso Master

Uma nova revelação caiu como uma bomba no cenário político e jurídico brasileiro e promete aumentar ainda mais a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que empresas ligadas a irmãos e a um primo do ministro Dias Toffoli tiveram, como sócio, um fundo de investimentos conectado à teia financeira investigada no escândalo do Banco Master, um dos maiores casos recentes de suspeita de fraude no sistema financeiro nacional.

De acordo com documentos oficiais e dados analisados pela reportagem, duas empresas associadas a familiares de Toffoli tiveram participação do Arleen Fundo de Investimentos, que, por sua vez, manteve relações indiretas com fundos apontados pelo Banco Central como integrantes da estrutura usada para desvio de recursos do Banco Master, instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal em novembro do ano passado.

A primeira empresa citada é a Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort localizado em Ribeirão Claro, no norte do Paraná. O empreendimento turístico, inaugurado em 2008, chegou a ter participação societária de irmãos e de um primo do ministro do STF ao longo dos anos. A segunda é a DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária da mesma cidade, que também contou com a presença do primo de Toffoli em seu quadro societário.

A ligação com o escândalo do Banco Master se dá por meio de uma cadeia de fundos de investimento. O Arleen foi cotista do fundo RWM Plus, que, por sua vez, recebeu recursos de fundos ligados ao Maia 95 — um dos seis fundos citados pelo Banco Central como parte da suposta teia de fraudes do Master. Embora o Arleen não seja alvo direto das investigações, sua conexão indireta com os fundos suspeitos levantou questionamentos relevantes.

Todos esses fundos tinham como administradora a Reag Investimentos, empresa que também geria fundos ligados a Daniel Vorcaro e que é investigada na Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital). Esse detalhe adiciona ainda mais gravidade ao caso, dada a sensibilidade institucional que envolve um ministro da Suprema Corte.

O Arleen Fundo de Investimentos foi criado em 2021 e, segundo balanços registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), chegou a concentrar quase toda a sua carteira em participações nas empresas ligadas à família Toffoli. Em novembro daquele ano, por exemplo, um aporte de R$ 20 milhões no Tayayá representava 99% do patrimônio do fundo. Em maio de 2025, a participação havia caído para cerca de R$ 4,4 milhões. O fundo foi encerrado oficialmente no fim de 2025, antes do prazo inicial de duração, que era de 20 anos.

Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a DGEP Empreendimentos, que, em 2022, recebeu um aporte de mais de R$ 16 milhões do Arleen. A empresa tinha sede registrada no mesmo endereço do resort Tayayá e utilizava, inclusive, um e-mail corporativo associado ao empreendimento hoteleiro, o que reforça a proximidade operacional entre as duas companhias.

O contexto se torna ainda mais delicado porque o ministro Dias Toffoli é o relator do inquérito que investiga as fraudes envolvendo o Banco Master. Ele assumiu o caso no início de dezembro, após recurso da defesa de Daniel Vorcaro ao STF. Desde então, Toffoli manteve o processo sob sigilo e tomou decisões que vêm sendo questionadas por setores do mercado financeiro e por integrantes do meio político, incluindo a convocação de uma acareação entre investigados e um diretor do Banco Central responsável pela fiscalização bancária.

A Folha de S.Paulo informou que procurou a assessoria do STF para questionar se Toffoli tinha conhecimento das conexões envolvendo seus familiares e se considerava haver impedimento para conduzir o caso. Até a publicação da reportagem, não houve resposta. Parentes do ministro, assim como a Reag e o Banco Master, também não se manifestaram.

Especialistas em direito público e compliance avaliam que, mesmo que não haja ilegalidade comprovada envolvendo o ministro, o simples fato de existirem conexões financeiras indiretas entre fundos ligados a seus familiares e o caso que ele relata pode gerar questionamentos sobre imparcialidade e transparência. Nos bastidores de Brasília, parlamentares já falam na possibilidade de novos pedidos de esclarecimento e até de medidas institucionais, caso surjam novos desdobramentos.

O episódio amplia o desgaste institucional em torno do caso Banco Master e reforça a pressão por respostas claras e públicas. À medida que novas informações vêm à tona, cresce a expectativa sobre como o STF e o próprio ministro Dias Toffoli irão se posicionar diante de uma situação que mistura investigação criminal, mercado financeiro e laços familiares sensíveis.

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